O Visionarium, o primeiro centro de ciência construído de raiz no país, vai fechar as portas e transformar-se numa empresa de tecnologia.

Inaugurado em Setembro de 1998, após um investimento cerca de 11 milhões de euros, registou 1,2 milhões de visitantes nos primeiros 16 anos de vida, tendo entrado em extremas dificuldades financeiras nos últimos três anos.

A concretização da operação, que foi confirmada  pelo presidente da AEP, Paulo Nunes de Almeida ao Jornal de Negócios, está apenas suspensa no facto de o actual ocupante do Visionarium – a Insizium-, se recusar a abandonar as instalações. Uma situação que poderá ter os dias contados. “A Insizium entrou em insolvência, pelo que esperamos  que, em breve,  com o trânsito em julgado desta decisão, possamos tomar posse do edifício e concretizar a sua transmissão através do contrato-promessa já celebrado”, afirmou ao mesmo jornal o presidente da AEP.

Nunes de Almeida garantiu que, a gestora do Visionarium, nunca pagou rendas  à proprietária do edifício, pelo que lhe foi movido “uma acção de despejo decorrente do contrato de exploração, que não estava a ser cumprido”.

EMPRESA FEIRENSE RESPIRA SAÚDE

O CEO da ITCenter Sérgio Castro, assegurou também ao negócios, que a empresa feirense respira saúde. “Fechamos 2017 com uma facturação de 25 milhões de euros, mais 400% do que em 2016, dos quais 60% nas exportações. O nosso principal mercado são os Estados Unidos, onde temos um escritório em Manhattan”, explicou o CEO desta empresa especializada no desenvolvimento de software de registo e processamento de chamadas de voz e de soluções para vídeo e audioconferência”.

A ITCenter vê na transferência dos seus serviços para esta “nova casa”, uma oportunidade de expansão, prevendo contratar no imediato “mais 40 a 50 engenheiros”, para chegar “aos 200 a 300 dentro de dois a três anos”.

ITCENTER VAI DE ENCONTRO À ESTRATÉGIA DO MUNICÍPIO

Emídio Sousa, presidente da câmara municipal de Santa Maria da Feira mostra-se satisfeito com o negocio, sustentando que além de se encontrar uma solução para o edifico, que se apresenta degradado, a área de negocio vai de encontro ao trabalho que o município vem desenvolvendo na captação de investimento para o europarque. ” A área das tecnologias é precisamente a que defendo para a envolvente sul do europarque e, encaixa-se, na estratégia do município de total emprego, qualificado e bem remunerado que tenho vindo a falar”, sublinhou o edil.

Este negocio só agora veio a publico, mas o autarca garantiu que, já há muito sabia desta possibilidade que agora se concretiza.