Emidio Sousa aproveitou hoje a presença do Presidente da Republica no Europarque, onde decorreu o congresso da CIP, para dar nota que as empresas de Santa Maria da Feira e do distrito de Aveiro estão “a ser alvo de uma inadmissível e incompreensível perseguição fiscal por parte da Autoridade Tributária de Aveiro”.

Algumas empresas estarão a mudar a sua sede fiscal para Lisboa e para outros territórios nacionais, apesar de manterem as suas unidades de produção e toda a atividade mais relevante em Santa Maria da Feira.

“Acarretamos com o custo infraestrutural da atividade das empresas e o desgaste de recursos a que a produção industrial obriga, mas os impostos, esses, vão parar à Capital e a outros concelhos. É inadmissível!”, reforçou Emidio Sousa ironizando: “A continuar assim, a curto prazo e a título de exemplo, o Município de Lisboa vai ser o maior transformador e exportador de rolhas, sem ter qualquer fábrica de cortiça”.

Emidio Sousa assegurou que já deu conta do seu descontentamento ao director das Finanças de Aveiro, mas a saga persecutória continua. “As finanças de Aveiro perseguem a indústria, usam os célebres métodos dedutivos e quando somos objeto de ações de fiscalização sabemos que estamos à partida  condenados, sem percebermos bem porquê, com ameaças de multas de milhões de euros, que depois se transformam em acordos de algumas centenas de milhares de euros. Algumas empresas entraram em insolvência por este motivo”, denunciou.