A junta de freguesia de Rio Meão vai promover, na próxima sexta-feira, a partir das 21 horas, uma assembleia popular em protesto pelo encerramento, no final do mês, do balcão  da Caixa Geral de Depósitos (CGD).

A ideia é envolver a população nesta luta, sendo prestados todos os esclarecimentos do que a junta tem feito no sentido de reverter o processo. ” É importante que a população apareça  para conhecer as diligencias que efectuamos. Lamentavelmente, nada nos foi comunicado oficialmente”, critica o presidente da junta Mário Jorge Reis.

O autarca entende que, os critérios que sustentam o encerramento do balcão “foram violados”, garantindo que “nenhum se aplica a Rio Meão”. ” Este encerramento é muito esquisito pela maneira como está a ser gerido, não havendo respeito pelo poder autárquico democrático”, sustenta, garantindo que,” o balcão de Rio Meão apresenta resultados operacionais positivos, não existindo outra instituição financeira na freguesia violando-se todas as regras”.

Mário Jorge Reis gostava de ver um envolvimento maior da população neste processo, lamentando que, “alguns, ainda digam que a junta é incompetente” quando nada tem a ver com este processo. “O que se passa é que os bancos encerram e as administrações e o governo não têm respeito nenhum por ninguém. Fazem e desfazem e não dão cavaco a ninguém”, lamenta.

O autarca riomeonense deixa no entanto uma garantia à população:” Dado o histórico em processos idênticos, não acredito que haja reversão, mas já tenho tudo alinhavado com uma outra instituição para que, num curto espaço de tempo, possa fixar-se na freguesia e, deste modo, minimizar os estragos”, afiançou.