Margarida Gariso, apresentou na última reunião do executivo, uma proposta no sentido de o município adoptar uma politica estratégica na separação dos resíduos.

Desde logo, a vereadora socialista, propôs que os contratos de longo prazo com a Indáqua e com a Suldouro fossem revistos. “Toda a gente recebe a factura da água que tem uma taxa fixa de resíduos sólidos urbanos, e uma taxa variavel associada ao consumo da água, significando que, quer o cidadão separe mais ou separe menos, paga o mesmo”, critica, sublinhando que, “isto nao é um incentivo à separação, devendo por isso, existir uma renegociação dos contratos para que se premeie quem mais e melhor separe”.

A vereadora socialista entende ainda que, o município deve apresentar candidatura a fundos comunitários tendo em vista “a criação de um observatório sobre as questões de eficiência, para se avaliar, passo a passo, quais são os objectivos, as medidas que se tomam, o prazo em que se tomam e os resultados obtidos”, explica.

Gariso acrescenta que, o caminho a seguir “é o do poluidor pagador e partilha de responsabilidades”, envolvendo também as juntas de freguesia que se mostrem interessadas em adoptar estas medidas de forma faseada.

Emídio Sousa, presidente do município, diz que as propostas apresentadas pelos vereadores da oposição “mostram que desconhecem” o que o município já faz na separação dos resíduos.

O autarca revela que, “a Feira, juntamente com Gaia, são os municípios que têm maior número de ecopontos por habitante, tendo ainda, sido distribuídos compostores a todos os cidadãos que se mostraram interessados”.

Neste momento, o município tem em curso uma experiencia para a separação dos resíduos, com a colocação em casa de um mini ecoponto, podendo, daqui a algum tempo, “avaliar-se os resultados e partir para a solução, quanto mais produzires mais pagas e, quem mais reciclar, obterá um crédito que será deduzido na factura”, assegura  Emídio Sousa.