Mário Jorge Reis, presidente da junta de freguesia de Rio Meão lamentou esta noite, que o município de Santa Maria da Feira não esteja ao lado da população na luta pelo fecho do balcão da Caixa Geral de Depósitos previsto para o final deste mês.

“Não tenho sentido neste processo, solidariedade de Emídio Sousa que, recorrentemente, faz apologia do território, mas se não tivermos lá população, não passa de terra abandonada”, frisou.

O presidente da junta de Rio Meão disse saber que, Emídio Sousa estará em França, mas lembra que, “o executivo não é só o presidente”, acrescentando ainda que, nos últimos tempos não tem visto “qualquer sinal de solidariedade sobre este encerramento”.

Sempre de dedo em riste e, com o salão nobre da junta cheio de populares, sublinhou ainda que, foi eleito por um partido que muito admira, “mas, esse partido, fica sempre à entrada da porta. Para dentro da porta, entram apenas as pessoas que estão sempre em primeiro lugar”, ressalvou.

O autarca elogiou o comportamento das camaras de Vila Real e de Pombal que, pelo mesmo motivo, decidiram retirar as suas contas de muitos milhares de euros da CGD, sustentando que, “se outros tivessem a mesma atitude, a caixa sentiria a maldade que está a fazer às populações”.

Prosseguindo sempre com discurso inflamado, e direcionado para a camara municipal, Mário Jorge Reis referiu que, “não basta dizer às pessoas que acreditem nos nossos projetos e, depois, quando elas mais precisam, não nos envolvemos e não prestamos solidariedade”.

“O povo de Rio Meão acreditou em Emídio Sousa, mas era importante que, nos momentos menos bons como este, sentíssemos o conforto do presidente ou de algum representante do município”, criticou.

O autarca riomeonese, perante a plateia, fez a cronologia dos acontecimentos, provando, com vários documentos, as diligências que tem feito junto da administração da caixa, do ministério das finanças e até do presidente da Republica, mostrando a sua indignação pelo encerramento do balcão.

“Gostava de saber os critérios que estiveram na base desta decisão. A falta de clientes e de prejuízos nesta dependência não colhe, porque conheço os resultados” afiançou.

Mário Jorge Reis não aceita que, “o poder local não seja respeitado”, nunca tendo recebido qualquer informação oficial da decisão da administração, apenas sendo notificado como cliente.

Também aqui, ficou a certeza que a junta de freguesia irá, como protesto, “retirar as suas contas, de imediato, deste banco”.

Apesar da preocupação actual, o presidente da junta garantiu aos presentes que, “tudo está a ser feito para, no mais curto espaço de tempo, Rio Meão volte a ter uma instituição financeira”.

“Posso assegurar que já existe acordo, as antigas instalações do Banco Popular já estão alugadas, faltando apenas a concordância do banco de Portugal para que possa divulgar o nome da próxima dependência”, sossegou a população.