Está cada vez mais difícil a vida para o actual executivo da junta de freguesia de Argoncilhe que viu o plano de actividades e orçamento para 2019, reprovado na última assembleia de freguesia com os votos contra do CDS e do PS.

Neste momento, a junta de freguesia está a ser gerida por duodécimos, estando marcada para esta quinta-feira, uma reunião solicitada pelo PSD com os partidos da oposição para tentar alcançar entendimento.

Armando Pereira, líder da bancada socialista, refere que “o comportamento do actual executivo ao longo do último ano, ao não facultar documentos importantes solicitados, aliado à falta de transparência em algumas matérias”, são algumas das principais razões para ter votado contra este orçamento.

Recorde-se que, no orçamento anterior, os socialistas estiveram ao lado do executivo na aprovação do documento, “dando o benefício da dúvida” e com o compromisso assumido de serem executadas algumas propostas apresentadas. “ Este executivo nunca concretiza as nossas propostas, vão tentando enrolar sistematicamente, não existindo mais confiança da nossa parte no actual elenco”, revela o socialista.

Armando Pereira acrescenta que, “as propostas socialistas são aceites, mas depois, nunca são cumpridas, por isso, existem poucas possibilidades de haver entendimento para podermos viabilizar este orçamento”.

Armando Pereira vai estar presente na reunião desta quinta-feira, mas deixa desde já o aviso que, dificilmente, haverá acordo. “ Há uma grande falta de transparência do nosso executivo, há várias suspeitas com denúncias já públicas, não nos fornecem os documentos que solicitamos para sermos esclarecidos, além do orçamento ser mais do mesmo, de promessas não cumpridas”, sublinha.

Para o líder da bancada socialista, se o orçamento não passar, ficam dois cenários em cima da mesa: “poderão ser convocadas eleições ou o executivo continuar a gerir os destinos da freguesia em duodécimos”, conclui.

Ana Martins, líder da bancada do CDS na assembleia de freguesia, justifica que votou contra, “por haver anomalias em várias rubricas do orçamento” e não terem sido aceites nenhuma das propostas que apresentou. “Acusam-nos de não termos apresentado propostas, o que é mentira, pois já apresentamos documentos comprovativos do contrário, às pessoas presentes na última assembleia de freguesia”, garantiu.

Aguarda-se pois com expectativa, o resultado da reunião entre o executivo PSD e os lideres da oposição do PS e do CDS.