A comunidade feirense espalhada pela Diáspora comemora, este domingo, a festa das fogaceiras renovando o voto ao mártir S. Sebastião para manter viva a tradição. Algumas associações incluem a cerimónia religiosa e outras a civil com um leilão de Fogaças em prol da comunidade.

África do Sul (Pretória)

A festa já remonta a 1986 e realiza-se sempre no domingo seguinte ao 20 de janeiro quando 31 crianças, representando as 31 freguesias do concelho feirense, desfilam vestidas de branco com faixa identificativa da respectiva freguesia pelas ruas de Pretória. No final, as fogaças transportadas são leiloadas a favor da Associação da Comunidade Portuguesa de Pretória, que tem a seu cargo a festividade.

Brasil (Rio de Janeiro)

A estrela da festa é a réplica em prata do Castelo que, no seu interior, contém um pouco de terra da Praça de Armas do ex-libris do Município de Santa Maria da Feira. Transportada, anualmente, por uma menina fogaceira no Brasil, também no domingo mais próximo de 20 de janeiro, verá a luz do dia este ano a 27 de janeiro. Seguem-na outras meninas, também vestidas de branco, levando a fogaça à cabeça. O programa da Festa das Fogaceiras no Brasil, que pretende recriar o mais fielmente possível esta festividade, integra uma cerimónia religiosa, que se realiza na Igreja dos Capuchinhos, e a tradicional procissão, desde a Igreja até à Casa da Vila da Feira e Terras de Santa Maria, entidade responsável pela organização da Festa.

Venezuela (Caracas)

A Festa das Fogaceiras em Caracas, Venezuela, partiu da iniciativa de um grupo de portugueses que criaram a Associação Civil Amigos de Terras de Santa Maria da Feira e, no ano 2000, recriaram localmente, pela primeira vez, a festividade feirense. A festa contempla uma cerimónia religiosa na capela do Centro Português de Caracas, seguida por uma procissão em honra do mártir São Sebastião, na qual meninas vestidas de branco transportam as fogaças à cabeça. “Renovar, ano após ano, o voto ao mártir S. Sebastião é honrar a nossa história e tradição e o nosso compromisso para com as gentes de Santa Maria da Feira e Terras de Santa Maria, cientes de que as pestes dos nossos dias são outras, mas certos de que o sentido e simbolismo do voto se mantêm inalterados”, afirma Emídio Sousa, presidente da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira.