O partido ecologista “Os Verdes” já recebeu resposta do ministério do ambiente acerca de várias questões colocadas sobre o funcionamento e maus cheios oriundos da Etar da Remolha na freguesia de Espargo.

Na missiva é referido que, “a infraestrutura está em pleno funcionamento, sendo difícil que uma Etar não gere maus odores; não obstante, a intensificação dos maus cheiros, poder ser potenciada pelos factores climatéricos”.

Na carta enviada aos ecologistas é ainda acrescentado que, “o facto da Etar ser a céu aberto, a opção pela instalação por um filtro de gases é de difícil implementação, pelo que, as medidas de carater operacional, poderão ser suficientes para colmatar os maus cheiros da infraestrutura”.

Antero Resende, ecologista feirense, estranha a argumentação apresentada, ressalvando que existe solução para o problema desde que haja vontade política de o concretizar. “Se não se pode instalar os filtros porque os tanques são abertos, então eu pergunto: a etar do Freixo é fechada, a de Gramido também, o mesmo sucede com a de Paramos, porque estão no meio urbano sendo ai os gases condicionados a passar por um filtro. Não se pode vender aos quatro ventos que o município tem grande qualidade de vida e, depois, não se resolvem problemas comezinhos como este. Os cidadãos que lá moram têm direitos que não foram salvaguardados”, lamenta.

Para o ecologista, “a câmara deveria ponderar desativar esta Etar, transformá-la numa central elevatória e mandar os efluentes para o sistema da Simria através de uma das condutas principais que passa na EN 109. Nós pagamos impostos para termos qualidade de vida, e não para festinhas e folclore”, sustenta Antero Resende.

Foto: Dr