Mobilidade e Acessibilidade foi tema de um debate promovido pela CDU, no passado sábado,  na sede da junta de freguesia de Santa Maria da Feira.  Perante uma plateia que encheu praticamente o salão nobre, o deputado da assembleia municipal, Filipe Moreira, começou por se referir “aos poucos passeios que cumprem com a acessibilidade”, acrescentando que “a maioria dos edifícios municipais também não são acessíveis a todos e não cumprem com a lei”, frisou.

O comunista, lamentou ainda, que não exista, apesar da promessa de décadas, “um centro coordenador de transportes na zona da Cruz”, criticando a opção do município por Lourosa “que apenas servirá a empresa Feirense”.

Filipe Moreira falou também “da deficitária rede de transportes públicos, da inexistência de autocarros acessíveis, da falta de ciclovias, e da não concretização do Eixo das Cortiças – via estruturante -, que em muito contribuiria para o desanuviamento da EN1”, sustentou.

Antero Resende, do PEV, foi outro dos oradores aproveitando para lamentar a falta de aposta na ferrovia, nomeadamente da Linha do Vouga, defendendo que seja feita “uma sensibilização à população para as vantagens do uso do transporte público”.

Como convidado especial esteve presente, José Pedro Rodrigues, vereador dos transportes no município de Matosinhos. “A questão da mobilidade só se resolve com uma gestão integrada dos territórios”, alegou, lançando críticas ao Governo “por querer atirar para os municípios uma responsabilidade que deveria ser sua onerando os cofres das autarquias”, referiu.