O município de Santa Maria da Feira vai disponibilizar, a partir de segunda –feira, três espaços no concelho para ocupar os filhos dos profissionais de saúde que não tenham retaguarda familiar durante o encerramento das actividades lectivas.

Serão disponibilizadas três escolas básicas do 1º ciclo: na Feira, em Lourosa e em Canedo, e ainda uma equipa de profissionais educativos que começam esta esta sexta-feira a receber formação específica.

“Cada escola vai começar por ter capacidade para acolher no máximo 10 crianças até aos 12 anos, no período da 07:30 às 19 horas, mas, consoante as necessidades identificadas pelas unidades de saúde, há possibilidade de adaptarmos quer essa lotação, quer o horário de funcionamento”, revelou Emídio Sousa à Lusa.

O autarca disse ainda que a ideia é “ assegurar às crianças uma série de atividades ocupacionais que lhes permitam manter uma vida razoavelmente normal e saudável e cumprir os devidos cuidados para evitar a disseminação da doença”.

Emídio Sousa acrescentou que a medida “está a ser divulgada pelas unidades de saúde locais, para que essas sinalizem os profissionais com necessidade do respetivo apoio, e que as três escolas envolvidas também possam assegurar as refeições às crianças abrangidas pela medida”, sublinhou.

O autarca feirense aproveitou na mesma entrevista para criticar a decisão do Governo de obrigar as restantes escolas, encerradas a partir de segunda-feira, a garantirem as refeições a todos os alunos do escalão social A. “ É um absurdo o Governo fechar as escolas e depois mandá-las estarem abertas para servir refeições a um grupo restrito de crianças. Eles não sabem a logística que isso representa?”, questionou, sustentando que não se opõe que esses alunos possam necessitar de apoio para acesso a refeições, mas não faz sentido “abrir uma escola inteira só para servir refeições a alguns miúdos”, reforçou.