Os profissionais de saúde têm lançado apelos constantes para que todos ajudem a dotar os hospitais de material essencial no combate ao Covi19. Nunca, como hoje, por todo o planeta, a tecnologia é colocada ao dispor da medicina. Por cá, têm sido muitos os que fazem questão de mostrar o espírito solidário com atitudes que a todos orgulha.

Em uníssono, e quase em desespero de causa, os profissionais de saúde têm gritado a plenos pulmões:“ Ajudem-nos neste combate contra o inimigo invisível”.

Médicos e enfermeiros não têm pedido mais que o estritamente necessário para o desempenho da sua função. Viseiras, luvas, ventiladores, batas e até agua para beber, são necessidades prementes.

Este é um tempo de mudança dizem uns. E sempre que a mudança ocorre, só os mais arrojados conseguem vencer. Sem medo!. Com determinação!

Exemplo disso, há empresários que aproveitam o momento para solidarizar-se, mas, acima de tudo, para se reinventar, se necessário for.

Rodrigo Nunes, conhecido dirigente desportivo – presidente do clube desportivo feirense -, é também um empresário de sucesso liderando a Inducorte – empresa pioneira na produção de moldes para a indústria do calçado, recorrendo a tecnologias de ponta. Em Portugal, revolucionou esta indústria, tornando-se rapidamente numa das empresas de referência no setor, iniciando um ciclo de crescimento sustentado, contínuo, com mais de 30 anos. Fazendo jus a essa característica empreendedora, aceitou o desafio do Gabinete de Investigação e Desenvolvimento Tecnológico da Escola Profissional de Espinho, coordenado pelo Arquiteto Miguel Reis, e desenvolveu um sistema de produção em série de viseiras para proteção do Covid-19. Ao contrário do método de impressão 3D, cujo tempo de impressão de cada viseira chega a atingir várias horas e, limita bastante a capacidade de produção, será utilizado um sistema de injeção, que permitirá produzir, já este fim-de-semana, 600 viseiras, mas espera-se que, no início da semana, possa ultrapassar um milhar de unidades. “Este fim-de-semana um grupo de voluntários vai fazer cerca de 600 viseiras, mas, depois do molde estar testado e aprovado, temos a ideia de efectuar grandes quantidades”, revela Rodrigo Nunes, assegurando que “os hospitais, centros de saúde e IPSS dos concelhos da Feira e Espinho podem contar com a oferta da Inducorte”.

Estas viseiras serão produzidas com “um material próprio para meio hospitalar (lavável, antiestático e antifúngico), com uma superfície de proteção maior e têm a vantagem de poder ser substituídas”, explica o empresário feirense.

Rodrigo Nunes confessa à RCF que, “os pedidos têm surgido de muitos lados, notando-se uma escassez gritante destes produtos em diversos hospitais e instituições, nomeadamente nos distritos de Aveiro e do Porto” que estão na linha da frente no combate à pandemia.

Foto: DR