Em 2016, um grupo de feirenses “filhos e enteados da rua” resolveu ressuscitar uma tradição popular com décadas: a Queima do Judas.

Numa rua histórica da Feira, – rua Velha-, um grupo de amigos reascendeu “as memórias de uma festa no sábado de Aleluia, que lentamente se estavam a perder”, lembra Tiago Faustino um dos elementos da organização.

Com o Covid-19 o mundo mudou, e muitas tradições tiveram que se reformular. Este ano, o vírus “salvou” o Judas, que assim não vai arder, abrindo espaço para a instalação de uma Caixa Comunitária que será colocada, este sábado, 25 de abril, na rua Velha e no Bairro da Misericórdia. “A situação actual começa a afetar cada vez mais as famílias e as suas economias, afirma Tiago Faustino, explicando que “é uma simples caixa, onde quem pode deixa e quem precisa tira. O objectivo é que quem possa e, assim o deseje, coloque bens alimentares dentro da caixa para que quem precise possa tirar. Simples”, conta este jovem da organização.

Este é mais um exemplo solidário de como em época de crise nos podemos reinventar e sermos mais solidários.

A Rua da Velha em Santa Maria da Feira, estreita, sem muito tráfego, esquecida pelo desenvolvimento das últimas décadas, mantém a sua essência, as suas histórias e as suas gentes, que continuam a pautar as suas atitudes com acções altruístas.

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