CDU denuncia nova descarga para o rio Cáster

Jan 7, 2021

No espaço curto de poucos dias, a CDU volta a denunciar mais uma descarga poluente para o rio Cáster, que terá ocorrido na passada terça-feira, pelas 15 horas, no centro de Santa Maria da Feira, na rua dos Descobrimentos. Esta descarga, à semelhança das anteriores, – recorde-se que a última aconteceu no dia de Natal -, parece tratar-se de águas residuais, como a CDU demonstra através de um vidio publicado nas redes sociais.

Filipe Moreira fala da incapacidade do município em fiscalizar estas situações, ainda por cima, sustenta, a cerca de 300 metros do edifico da câmara.

Já no panorama nacional, o deputado municipal insiste na necessidade de políticas que visem a preservação dos rios, que deve passar pela dotação de mais meios técnicos e humanos do SEPNA (Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente), que permita que este desenvolva mais ações e de forma mais abrangente. A par desta medida, é necessário a abertura de concursos para a profissão de Guarda Rios – profissão extinta em 1995 pelo Governo de Cavaco Silva e cuja sua recuperação foi aprovada em 2019 na Assembleia da República por iniciativa do Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV).

Filipe Moreira entende que, o município deve investir na fiscalização para por cobro a estas descargas que tem sido recorrentes dando como exemplo, o verão passado.

Contctado pela RCF, o vereador do pelouro do ambiente, Vitor Marques, referiu desconhecer a situação em concreto, não duvidando que, a mesma, tenha existido.

Por se encontrar em reunião, Vitor Marques, por escrito, justificou que “estes casos podem advir de entupimentos do emissário e de algumas caixas de visita que são do conhecimento da Indaqua, e que tem efectuado o desentupimento pontual”. Esta situação deve-se, muitas vezes, acrescenta, “a descuido por parte de algumas pessoas que lançam para o saneamento todo o tipo de material indevido que, depois, origina estes casos.

O vereador argumenta ainda que, pelo que conhece, “não se tratam de descargas ilegais”, mas sim, de entupimentos com “o consequente transbordo que através das águas pluviais vão parar ao rio”, sustenta.

Foto: DR

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