A Viagem Medieval em Terra de Santa Maria voltou a reforçar, na edição deste ano, a aposta na acessibilidade e na inclusão.
Em 2026, o evento atribuiu 1.684 acessos gratuitos a acompanhantes de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. No total, entre pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida e respetivos acompanhantes, foram contabilizados 3.642 acessos.
A organização destaca que esta política de inclusão já é seguida há 15 anos, através do projeto Viagem Acessível. Ou seja, a gratuitidade para acompanhantes já fazia parte das práticas do evento antes da entrada em vigor, em março deste ano, da legislação que passou a estabelecer este direito no acesso a determinados equipamentos culturais.
Mas a preocupação com a acessibilidade não se limita à entrada no recinto.
Durante a edição de 2026 foram promovidas visitas com interpretação em Língua Gestual Portuguesa, visitas adaptadas a pessoas com mobilidade reduzida e ainda visitas destinadas a pessoas cegas, com recurso a audiodescrição. Estas iniciativas envolveram 225 participantes.
Também a programação e as condições de visita foram adaptadas, com espetáculos interpretados em Língua Gestual Portuguesa, roteiro acessível, planta tátil, informação em Braille e equipamentos de apoio disponíveis para empréstimo.
O presidente da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, Amadeu Albergaria, considera que “garantir acessibilidade significa assegurar que ninguém fica excluído da experiência cultural”.
A organização entende, assim, que “a inclusão deve estar presente não apenas no acesso ao evento, mas também na forma como cada visitante pode conhecer, acompanhar e viver a programação”.
Com 15 anos de experiência através do projeto Viagem Acessível, a Viagem Medieval procura consolidar uma estratégia de participação cultural dirigida a diferentes públicos, com medidas concretas de apoio às pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.