Um incêndio de grandes dimensões destruiu, durante a madrugada, uma loja comercial de artigos diversos situada na Rua da Meia Légua, na antiga EN1, em Escapães, concelho de Santa Maria da Feira. As chamas obrigaram à evacuação de 15 moradores do edifício e provocaram danos em vários apartamentos.
O alerta foi dado cerca das 00h30. À chegada ao local, os operacionais dos Bombeiros Voluntários de Arrifana encontraram a loja já completamente tomada pelas chamas.
“O incêndio encontrava-se totalmente desenvolvido. O piso do rés do chão e o piso inferior estavam completamente tomados pelas chamas”, explicou à RCF, o comandante dos Bombeiros Voluntários de Arrifana, Ricardo Castro.
O combate ao fogo prolongou-se por cerca de três horas e revelou-se particularmente difícil devido à elevada carga combustível existente no interior do estabelecimento.
“Estamos a falar de muito material altamente inflamável, essencialmente plásticos e fibras, o que aumenta significativamente a carga térmica e dificulta tanto o combate como a progressão no interior do edifício, que é um espaço muito confinado”, referiu.
Perante o risco de propagação às habitações, a prioridade dos bombeiros passou pela evacuação dos moradores.
“Procedemos imediatamente à evacuação de todos os residentes do edifício. Conseguimos retirar 15 pessoas em segurança e evitar que o incêndio se propagasse à maioria dos apartamentos”, destacou Ricardo Castro.
Apesar dos esforços, dois apartamentos sofreram danos diretos, enquanto os restantes ficaram afetados pelo fumo e pela água utilizada nas operações de combate.
“Todos os apartamentos acabaram por ficar danificados, quer pelos produtos libertados pela combustão, quer pelas infiltrações de água resultantes da extinção do incêndio”, acrescentou.
As operações de rescaldo deverão prolongar-se durante várias horas.
“Trata-se de uma área bastante extensa, com o rés do chão e dois pisos inferiores repletos de material combustível. Todo esse material terá de ser removido e devidamente rescaldado para evitar reacendimentos”, explicou o comandante.
Os 15 moradores desalojados estão a ser acompanhados pelo Serviço Municipal de Proteção Civil, que está a assegurar o seu alojamento temporário.
“Estamos a articular com o Serviço Municipal de Proteção Civil o alojamento destas pessoas até ser possível regressarem às suas habitações, o que deverá demorar vários dias”, considerou Ricardo Castro.
A loja comercial ficou completamente destruída pelo incêndio.
“Ficou totalmente destruída, tanto ao nível do rés do chão como do piso inferior”, concluiu o comandante.
As causas do incêndio estão agora a ser investigadas pelas autoridades competentes.