A Comissão Política Concelhia do Partido Socialista de Santa Maria da Feira manifestou preocupação com a falta de informação pública sobre o Plano de Ação para responder aos períodos de calor extremo que, segundo a autarquia, “está a ser preparado em articulação com a Unidade Local de Saúde de Entre Douro e Vouga”.
Em comunicado, os socialistas recordam que, na última reunião do executivo municipal, o vereador Vítor Marques informou que o plano se encontrava em elaboração. No entanto, perante as previsões de temperaturas elevadas para os próximos dias, o PS considera que “a população deve conhecer, sem demora, as medidas previstas para proteger os grupos mais vulneráveis”.
O partido revela ainda que os vereadores socialistas solicitaram ao presidente da Câmara, com caráter de urgência, “o envio do plano e da documentação complementar, incluindo as medidas previstas, os critérios de ativação, o calendário de execução, as entidades envolvidas e os procedimentos operacionais”.
Para o Partido Socialista, numa matéria diretamente relacionada com a saúde pública e a proteção civil, “a informação deve ser transparente e amplamente divulgada à população, permitindo que os cidadãos saibam como agir durante os períodos de maior risco”.
No mesmo comunicado, o PS apresenta um conjunto de propostas que considera poderem reforçar a resposta do município às ondas de calor. Entre elas está “a criação de uma rede de refúgios climáticos municipais, aproveitando equipamentos públicos climatizados, como bibliotecas, auditórios, pavilhões, juntas de freguesia ou centros cívicos, onde a população possa encontrar abrigo, água potável e condições de conforto durante os dias de temperaturas mais elevadas”.
Os socialistas defendem ainda “a criação de uma linha municipal de apoio ao calor, contactos regulares com idosos isolados, distribuição de água em zonas de maior afluência, instalação temporária de bebedouros, zonas de sombra e nebulizadores, bem como a elaboração de um mapa municipal com os locais de abrigo disponíveis”.
Entre as propostas constam também “o reforço da comunicação pública através das redes sociais, mensagens SMS e juntas de freguesia, o ajustamento dos horários das atividades municipais ao ar livre e a criação de equipas de proximidade para apoiar pessoas em situação de sem-abrigo”.
A Comissão Política Concelhia do Partido Socialista afirma que continuará a acompanhar este processo e defende que “o Município assegure uma resposta eficaz, coordenada e transparente perante um fenómeno climático que considera representar riscos reais para a população”.