O presidente da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, Amadeu Albergaria, reuniu esta sexta-feira, 6 de novembro, com representantes dos trabalhadores da ECCO e do Sindicato do Calçado de São João da Madeira, para avaliar as consequências do anunciado encerramento da unidade industrial e discutir possíveis soluções para os trabalhadores afetados.
Durante o encontro, os representantes sindicais procuraram conhecer as medidas de apoio que o município pretende desenvolver e solicitaram a colaboração da autarquia na identificação de empresas interessadas em contratar trabalhadores da ECCO ou assegurar a continuidade da atividade industrial. Foi igualmente pedido o acompanhamento da Câmara numa reunião com o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, cuja realização já foi solicitada.
Amadeu Albergaria manifestou solidariedade para com os trabalhadores e respetivas famílias, assegurando que “o município tem mantido contactos com a empresa e com o Governo, através das áreas da Economia e do Trabalho, desde que foi conhecido o encerramento”. A autarquia mobilizou também os serviços municipais de Ação Social e Desenvolvimento Económico para encontrar respostas à situação.
“A nossa primeira preocupação são, sem dúvida, os trabalhadores e as suas famílias. Queremos perceber a situação de cada um e contribuir para identificar respostas, quer ao nível do emprego, quer do apoio social”, afirmou o presidente da Câmara, sublinhando a importância da articulação entre o município, a empresa, os representantes dos trabalhadores e o Governo.
Trabalhadores serão acompanhados individualmente
Já na próxima semana deverá arrancar um processo de caracterização individual dos trabalhadores, promovido pela ALPE – Agência Local em Prol do Emprego e pelos serviços municipais de Ação Social, em articulação com a ECCO e os representantes sindicais.
O levantamento permitirá identificar as qualificações, a experiência profissional e as expectativas de cada trabalhador, cruzando esses dados com as necessidades de recrutamento das empresas instaladas no concelho. O objetivo passa por facilitar a integração profissional dos trabalhadores afetados, através da articulação com a Unidade de Desenvolvimento Económico da Câmara Municipal.
Paralelamente, os serviços de Ação Social irão avaliar eventuais situações de maior fragilidade e assegurar acompanhamento, incluindo apoio psicológico sempre que se justifique.
O autarca destacou ainda “o trabalho desenvolvido pelo município na diversificação do tecido empresarial e na atração de novos investimentos”, considerando que estas iniciativas poderão “ajudar a criar oportunidades de emprego” para os trabalhadores que venham a ser afetados pelo encerramento da unidade da ECCO.