O coreógrafo e bailarino português, natural de Santa Maria da Feira, Marco da Silva Ferreira está entre os dez criadores internacionais distinguidos com o Prémio Chanel Next 2026, uma distinção no valor de 100 mil euros que reconhece artistas empenhados em renovar e expandir as fronteiras das suas áreas artísticas.
A iniciativa, promovida pelo Chanel Culture Fund, integra um prémio bienal que apoia talentos de múltiplas disciplinas — das artes visuais ao cinema, da música à performance — e distribui, no total, um milhão de euros para incentivar o desenvolvimento de projetos artísticos de grande escala, segundo informação divulgada pela marca francesa Chanel.
O artista português surge numa lista de vencedores que reúne nomes de vários países, como a criadora mexicana Bárbara Sánchez-Kane, o espanhol Álvaro Urbano, a colombiana Andrea Peña, o francês Pol Taburet, o músico norte-americano Ambrose Akinmusire, o artista nigeriano Emeka Ogboh, a realizadora indiana Payal Kapadia, a sul-coreana Ayoung Kim e a compositora chinesa Pan Daijing. Para além do apoio financeiro, os premiados integrarão um programa de mentoria e criação de redes profissionais com a duração de dois anos, em parceria com instituições como o Royal College of Art, em Londres.
Nascido em Santa Maria da Feira, em 1986, Marco da Silva Ferreira formou-se inicialmente em fisioterapia no Instituto Piaget, em Gaia, após um percurso ligado à natação de alta competição. O interesse pelo estudo do corpo conduziu-o, mais tarde, às artes performativas, área onde viria a afirmar-se como uma das figuras de destaque da dança contemporânea portuguesa.
O reconhecimento do grande público surgiu em 2010, quando venceu a primeira edição do programa televisivo “Achas que Sabes Dançar?”, da SIC. Desde então, desenvolveu um percurso sólido como intérprete e criador, colaborando com coreógrafos nacionais e internacionais como Hofesh Shechter, Tiago Guedes, Victor Hugo Pontes, Paulo Ribeiro e David Marques, entre outros.
Em 2025, levou o espetáculo “Carcaça” — distinguido em 2023 com o prémio de Melhor Coreografia da Sociedade Portuguesa de Autores — numa extensa digressão internacional, com apresentações em países como França, Japão, Alemanha, Espanha, Reino Unido e Austrália.